Dia do Rádio ou Radialista?

“O rádio é o jornal de quem não sabe ler, é o mestre de quem não pode ir à escola, é o divertimento gratuito do pobre.” – Roquette Pinto

Após a postagem da matéria “Museu da Imagem e do Som homenageia radialistas paranaenses ” ( http://www.paulobranco.com/2008/09/museu-da-imagem-e-do-som-homenageia.html) e a data anunciada 25 de setembro, fui avisado que o “Dia do Radialista” era 21 de setembro. Esclareci que as atividades anunciadadas pelo MIS seriam relativas ao “Dia do Rádio e Radiodifusão“, quando no Governo do Marechal Castelo Branco foi instituido o Dia do Rádio, para 25 de setembro, data natalícia de Roquette Pinto, pai da radiodifusão Brasileira. Pelo que soube, o “Dia do Radialista” em 2006 foi sancionado em lei, pelo Governo Lula, para o dia 07 de novembro. Mas, e o dia 21 de setembro? Tudo começou em 1943, no Governo Getúlio Vargas, quando o Presidente da República sancionou uma Lei fixando um piso salarial, ou remuneração mínima para os profissionais da categoria. Consta que numa reunião realizada na Rádio Nacional teria sido decidida a escolha da data do referido decreto Lei, 21 de setembro, como referência para se comemorar o “Dia do Radialista“. Ou seja, podemos dizer: de fato o dia é 21 de setembro, de direito é 07 de novembro.

Para desfazer dúvidas, segue material relativo aos dias citados.

25 setembro:
O ator Ewan McGregor trabalhou em um filme – “O principal suspeito” -, no qual interpreta um rapaz que vai trabalhar como vigia noturno de um necrotério. Em uma determinada cena, o antigo funcionário começa a lhe falar do serviço e, então, dá ao rapaz um conselho, em tom sério: “Filho, traga sempre um rádio”. O jovem dá de ombros e diz que irá aproveitar o tempo acordado durante a madrugada para estudar. O velho olha firme em seus olhos e repete enfático a sugestão: “Traga um rádio”.

Passada esta cena, o rapaz já aparece na cabine de vigilância estudando e demonstrando reações mínimas de medo diante da escuridão e do silêncio do lugar. Parado, olhando para o nada, de repente ele se toca e rapidamente liga um rádio. Segundos depois, a expressão de medo vai mudando, ele começa a sorrir e volta a ler seu livro tranqüilamente.

A situação em si não tem a menor importância na história nem no desenrolar do filme, mas mostra com muita propriedade a característica principal do rádio, que é a de fazer companhia, estar bem próximo, como um amigo, um anjo da guarda a nos acalmar das tensões e receios infantis. Dos veículos de comunicação que conhecemos, o rádio é hoje o mais íntimo e o que proporciona sensação maior de proximidade.

Dia do Radialista07 de novembro

Lula sanciona Lei que muda o dia do radialista.

Informação: ABERT – Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e Televisão – 25/07/2006

O Diário Oficial de hoje, 25.05, divulga a sanção pelo Presidente da República, da Lei nº 11.327, que institui que o Dia do Radialista a ser comemorado, todos os anos, no dia 7 de novembro, data de nascimento de Ary Barroso.

O Projeto de Lei foi aprovado pelo Senado Federal no dia 24/07. O deputado Sandes Junior PP/GO, autor da proposta, justificou: “além de prestar uma homenagem a Ary Barroso”, que a data reconhece a importância do Rádio e da categoria profissional dos Radialistas “no contexto da história do país”.

Ary Evangelista Barroso, mineiro de Ubá, nasceu em 1903. Em 1920, com o pretexto de cursar a Faculdade Nacional de Direito, mudou-se para o Rio de Janeiro. No ano de 1921 matricula-se na Faculdade, no ano seguinte foi reprovado, mas já era músico contratado de orquestra. Em 1929, forma-se em Direito e resolve dedicar-se apenas à música. Em 1930, com a marcha “Dá Nela” ganha o concurso da Casa Édison, com o prêmio, em dinheiro, casa-se com Ivone Belfort de Arantes. 1932, na Rádio Phillips foi contratado como pianista, mas vira locutor esportivo, humorista e animador. Na Rádio Cruzeiro do Sul, em 1937, lança o programa “Calouros em Desfile”. Em 1938 foi contratado pela Rádio Tupi atuando como: locutor, comentarista, humorista e ator. Viaja aos Estados Unidos, em 1944 e compõe a música “Rio de Janeiro”, para o filme “Brasil’”, indicado ao Oscar. Nas eleições de 1946, foi eleito o segundo vereador mais votado do Rio, Distrito Federal. Em 1960, foi nomeado Vice-presidente do Departamento Cultural e Recreativo do Clube de Regatas Flamengo, outra paixão. Ary morreu, no Rio, em 1964. Como bom boêmio de cirrose hepática.

Em entrevista a Mario de Moraes, Ary definiu as três categorias de locutores esportivos de rádio: “1) O que vai na frente da bola e, portanto, tem que estar voltando toda hora; 2 ) O que vai junto com a bola e que acaba gaguejando, pois nem sempre a bola dá tempo para ele acompanhar o lance, deixando-o tonto; 3) O autêntico – o que vai atrás da bola. Não interessa a ele se vai dar o lance com 3 segundos de atraso, pois não está transmitindo para quem está ao seu lado. Dá a imagem do jogo, concluindo atrás do jogo. Nem junto, nem antes dela”.

Ary fez de tudo no rádio. Locutor esportivo, apresentador, comentarista, redator, ator, músico, produtor e diretor. Tinha diploma de curso superior, em Direito, Pelo projeto do Pastor Amarildo (aguardando a decisão do Presidente Lula) no dias de hoje, por não ser formado em Jornalismo, o Brasil seria privado de Ary Barroso, do turbilhão de seu talento.

Veja o texto da Lei:

LEI Nº 11.327, DE 24 DE JULHO DE 2006
Institui o Dia do Radialista.

O PRESIDENTE DA REPÚBLICA

Faço saber que o Congresso Nacional decreta e eu sanciono a seguinte Lei:

Art. 1o Fica instituído, no calendário das efemérides nacionais, o Dia do Radialista, a ser comemorado no dia 7 de novembro, data natalícia do compositor,músico e radialista Ary Barroso.

Art. 2o Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação.

Brasília, 24 de julho de 2006; 185o da Independência e 118o da República.

LUIZ INÁCIO LULA DA SILVA
João Luiz Silva Ferreira

Fonte: http://www.sulradio.com.br/destaques/destaque_14054.asp

A profissão

Já que falamos em radialistas, e já recebi questionamentos sobre a nossa profissão, aproveito para reproduzir material que poderá dirimir algumas dúvidas:

O Radialista é assim designado devido aos primeiros profissionais que iniciaram as atividades em televisão que vieram, em sua maioria, do rádio.Muitos profissionais que ainda atuam em televisão, vieram de outras áreas ou até mesmo foram formados profissionalmente dentro das emissoras de TV.

Hoje a profissão, como qualquer outra atividade de forte papel social, exige que este profissional tenha formação específica de nível superior.

O curso que forma os profissionais para atuarem em rádio e televisão é chamado de Radialismo ou Rádio e TV e é uma habilitação dentro do Curso de Comunicação Social.

Links úteis
A LEGISLAÇÃO DO RADIALISTA
DESCRIÇÃO DE FUNÇÕES
FIM DO REGISTRO PROVISÓRIO / EMPREGADO INICIANTE

Fonte: http://www.tudosobretv.com.br/radialista/

Dia Internacional da Cirança no Rádio e na TV – 09 dezembro:

E tem mais ainda, o dia 09 de dezembro, “O Dia Internacional da Criança no Rádio e na TV (ICDB)” que é uma iniciativa global do UNICEF que busca promover e garantir a informação de qualidade e estimular a participação de crianças e adolescentes nos meios de comunicação. Mas esta história, eu conto em dezembro.

Vídeos sobre o Rádio:

Confusões a parte, tudo é Rádio, Radiodifusão, Radialista, Jornalista; tudo é arte. Homenageando a turma da latinha, vamos reproduzir vídeos muito bem elaborados, material do CEDOC da GLOBO, sobre a magia do Rádio. São vídeos de 1983, sobre os 60 anos do Rádio no Brasil. Vale a pena conferir. Relembrar é viver. Veja o Calendário das postagens no Blog:

23 de setembro: Os 60 anos do Rádio no Brasil – Música: a mola propulsora do rádio

24 de setembro: Os 60 anos do Rádio no Brasil – No ar: as radionovelas

25 de setembro: Os 60 anos do Rádio no Brasil – Uma homenagem aos profissionais que fizeram história
26 de setembro: Os 60 anos do Rádio no Brasil – Nas ondas do humor

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